Nunca temeu por nada, nunca envergonhado mas nunca livre, uma luz que cura um coração partido com tudo o que poderia. How do I live without the ones I love? Time still turns the pages of the book it's burned.
Place and time always on my mind. I have so much to say but you're so far away- A7X, So Far Away. ♥

Theme by: iamadek.
Querido John (via querido—john)
Caio Fernando Abreu  (via rockandsoda)

(Source: os-bons-nunca-morrem)


Ei garçom, me vê aí o mesmo de sempre, aquela dose dupla de tequila acompanhada por uma pitadinha de nostalgia. Você por acaso tem alguma bebida que me faça esquecer um ex-amor, que não é tão “ex” assim? Que me faça sentir um pouquinho menos? Que me faça deixar de ser tão tola e ingênua? Ah sabe, eu precisava mesmo dessa fórmula. Precisava deixar de sentir sabe? Nem que seja só um pouquinho. Uma pitadinha. Daquelas bem pequenininhas, entende? Quase inexistentes. Sabe qual é o problema? Você sempre acha que pode ter uma segunda chance, que as coisas dessa vez vão ser diferentes, que quem te machucou não vai voltar a repetir o mesmo erro, mas é aí que você se engana. Você tem aquela puta mania de ser otimista, de pensar para frente, até que você percebe que para os seus problemas, não há solução. E você levanta mesmo sabendo que vai cair novamente, e sempre pelo mesmo motivo. Sua vida virou aquela reprise da novela das nove com o final mais bobo e cafona, e o pior, sem o tal de “feliz”. Tá vendo aquele carinha ali? É aquele lá acompanhado por uma loira e sorrindo torto para o lado direito. Pode parecer clichê, mas ele já fez parte do meu passado. Na verdade, ele esta mais presente em mim do que qualquer outra coisa. E talvez seja esse o problema. Venho aqui todas as noites e sento nesse balcão para ver ele com outra. Sabe, antigamente eu costumava estar no lugar daquela loira lá. A gente saia todo sábado a noite e vinha nesse bar. Costumávamos dançar a noite toda e ele me fazia gargalhar ao vê-lo dançar como um desengonçado de primeira. Passado não é? Mas eu não consigo esquecer daquela vez em que ele entrou numa briga porque o cara veio pra cima de mim e acabou com o olho esquerdo todo roxo. Ele costumava me fazer passar vergonha na frente dos meus pais todos os dias e adorava colocar os meus sutiãs por cima da blusa e sair por aí como um bobo. Ele sempre foi um bobo. Hoje em dia a gente se fala as vezes, mas é só um “oi” seguido de um “tchau”. É tão diferente do beijo de bom dia que ele costumava me dar antes. Ele sempre sorria quando eu sorria, e isso chegava a ser estranho, mas hoje eu sinto uma puta falta daquilo. Detestava quando ele xingava de cinco em cinco minutos, mas porra, hoje peguei aquela mania que ele tinha de falar palavrões. A mão dele costumava segurar a minha com carinho, mas provavelmente a loirinha ali que deve estar aproveitando isso agora. E eu tenho inveja dela. Muita inveja. Quem me dera ser ela naquela momento. E eu quero, ó se quero. Mais que tudo. Mas eu sou morena, e o meu cabelo não é hidratado, nem meu corpo é o mais saradão da cidade. Pintar meu cabelo não é uma possibilidade, ou é? E eu… bom, eu sou só eu, com meu óculos caindo sobre o nariz e meus livros de romances. Pena que minha história não é como aquelas do Nicholas Sparks, em que a mocinha sempre fica com o mocinho. Tô mais é pra vilã da história do que pra garotinha que no final fica com o garotinho. É, eu devia ter me acostumado com isso. Ele não é mais meu, mas eu ainda sou dele. É confuso, eu sei. Ele parece estar feliz, não é? Ei, mais uma dose, por favor! Então, onde eu estava mesmo? Ah sim.. E você sorri de lado, olhando a pessoa que você ama com outra, diz que esta bem, e continua agindo como se não se importasse, quando na verdade você esta morrendo por dentro. É, eu queria ser aquela loira lá. Queria, queria mesmo. Muito.
Que me faça esquecer um ex-amor, que não é tão “ex” assim?  Júlia C. (via c-collapse)
Sibilar  (via rockandsoda)

(Source: sibilar)


Caio Fernando (via sabedorias)

(Source: s-m0ker)


(Source: sonhosdeumanoitedeinverno)

Vou embora. Não me olhe com estes olhos pedintes e não segure minha mão impedindo que eu vá. Porque eu vou, porque eu fiquei tempo o suficiente para que você pudesse tomar as suas decisões. Não quero a chave da tua casa, nem flores, ou cartas. O que eu quis, você nunca soube ou nunca quis me dar. Eu sempre fui meio impaciente, sempre gostei das coisas certas, nos seus devidos lugares, funcionando da melhor maneira possível e de preferência sem falhas. E nós sempre falhamos quando a questão era levar o outro em consideração, entender das necessidades, das limitações. Talvez essas nossas falhas fizeram de nós, de um jeito meio torto, perfeitos um para o outro, porque a cada vez que errávamos, buscávamos consertar o erro, você me colocava no teu colo e dizia que éramos mais fortes. Eu acreditei. Você mentiu. Entre todas as coisas que eu poderia querer, eu só queria o teu abraço, a tua cara amassada, os teus palavrões assistindo ao jogo de futebol e poder debochar da tua cara quando o meu time vencesse o teu. Nós éramos amigos, antes de tudo. Quando algo ruim acontecia, era a você que eu queria contar e pedir conselhos e estava sempre pronta para te ouvir e ajudar. Por isso eu sempre quis no meio da noite discutir a relação, eu tinha dúvidas, muitas dúvidas em relação a nós dois. Não digo sobre o amor que eu sentia, e que preciso admitir que ainda respinga dentro de mim, mas se juntos éramos uma boa combinação. Porque, nem sempre o amor é o suficiente. Às vezes a vida separa, e ela pode ser muito cruel. Creio que eu dei tudo que poderia dar. Esperei até ultrapassar todos os limites fora dos meus limites. Eu fiquei. Você não veio. Mesmo estando ao meu lado. Não agarrou a mão que te estendi. Não deixou que eu te alcançasse. Não quis falar sobre mim, sobre você, sobre nós. Então não queira agora abrir os olhos que você mesmo fechou. Abri os meus primeiro. Eu tentei e você, bom, você fez sempre o oposto de mim. Não adianta entrar na minha frente ou me agarrar com os teus braços. Tomei minha decisão. Quem sabe não nos encontremos por aí algum dia. Talvez você esteja mais maduro e eu um pouco menos racional. Talvez a saudade me mate, e o arrependimento de corroa. Então torça para que sobrevivamos até lá. Deixo contigo o peso que me torturava as costas. E também, o perdão a um idiota.
Evelyn Cardoso, oposto de mim (via rockandsoda)

(Source: obliterar)


— Alice No País Das Maravilhas. (via feeling-true)

(Source: c-a-n-a-r-i-o)


Sabrina Martiolli  (via bipolar-society)

(Source: sentimentos-in-completos)